26 de março de 2009

Tá de brincadeira, né?

Trabalhava do lado da Benedito Calixto. Em quase todo sábado eu ia dar uma voltinha, comprar uma coisinha aqui outra ali.

Mas um dia eu leio a notícia de Tyra Banks e Mr. Jay estavam por lá, gravando um episódio do America's Next Top Model Cycle 12.
Puta falta de sorte absurda! A Tyra que é deeeeeeeva, logo ali, a duas quadras do meu consultório.
Eu fiquei feliz porque ela foi a capa da fall issue da Harper's Bazaar no ano passado. Imagina se eu vejo ela na minha frente?
Mas fazer o que? Eu sempre fico atrás do peidorreiro nos shows. Todo louco vem sentar do meu lado no metrô. Meu pogobol era de madeira*...Enfim, é a vida.
Agora, MARC JACOBS no Largo do Arouche foi maldade demais! Eu passei dois anos morando no Largo do Arouche, insone com todo o barulho do Freedom Club, que ficava de frente para minha janela. Aguentei duas Paradas do Orgulho GHIFJLM sem poder sair de casa. Um michê tentou invadir meu prédio num domingo de manhã para cobrar o dinheiro pelos serviços prestados a um dos meus vizinhos.
Foram 3, eu disse 3 Trios Elétricos parados na porta do meu prédio ao longo desses anos. E eu não conseguia ouvir a TV mesmo morando no nono andar. Na época das eleições, um candidado encasquetou que a Vieira de Carvalho era "O" lugar para fazer campanha. Foi um mês de "Edson Motá-á-á-á" no altofalante de um Escort dando a volta no meu quarteirão.
Tirando as compras do carro em um certo dia, um senhor achou que seria de bom tom fazer xixi na frente do meu carro.
E quando avisamos que iríamos nos mudar, nem esperaram para roubar o nosso capacho.
Deu para passar a dimensão da coisa?
E agora, exatamente um ano e 5 dias depois que saí de lá eu fico sabendo que a Dona Natalie (herdeira das Casas Bahia) Klein, deu uma festa para o Marc Jacobs no A-ROU-CHE!

Ah Jesus! Me chicoteia e joga álcool, mas não me faz uma coisa dessas. Morri.
Deve ser pessoal mesmo.
Já tô até vendo a vizinha comentando no elevador que eu perdi a jam session que o Eddie Vedder e o Brandon Boyd fizeram aqui na churrasqueira do meu prédio enquanto eu tava viajando.
* Sim, eu acredito que ter um pogobol de madeira, comprado na Nippon, definiu meu ser de diversas maneiras. Isso, e ter pedido uma Barbie e recebido uma Angélica.

Mais alguém para amar

Tenho chorado muito sem saber porque. Aquele choro, que você diz que é por nada, mas quando sai, você entende que é por tudo.

Por tudo estar parado, desmontando, degringolando, decepcionando.

Mas ontem, eu chorei de alegria, intensamente. Não havia abraço no mundo que pudesse conter a emoção que eu senti.

Ontem eu descobri que quando não sabemos mais de onde tirar ânimo para continuar a viver, a vida por si só, se renova.

Brota dos lugares mais férteis, queridos e amados. E eu só queria agradecer aos fabricantes dessa vida, o prazo de entrega providencial.

Sempre amei! Agora vou ter mais um para amar, porque vai ser feito de duas das pessoas que eu mais admiro no mundo.

8 de março de 2009

Louco por ti...

Mamãe e papai se conheceram em um jogo do Corinthians. Ambos torcedores fervorosos, apaixonados. Gaviões da Fiel.
Logo, não me foi apresentada nenhuma opção que não fosse ser Corinthiana. Na minha família, é fato, temos apenas UMA pessoa que não torce para o Timão, e costumamos não comentar o fato.
Eu sempre tive muita consciência, que nessas coisas de destino e trá-lá-lá, eu existo porque o Corinthians existe. Mesmo que tivessem sugerido, eu não ia ser capaz de torcer para outro time. Até porque pouco sei sobre meus pais, então ser corinthiana me fazia mais filha deles.
Quando o Corinthians foi rebaixado, me peguei chorando. Nem sabia que ainda me importava tanto com essas coisas. No máximo ver jogo do Brasil e olhe lá.
Futebol me deixa chata, irritada. Então para evitar maiores sofrimentos, não assisto quase nenhum jogo, porque não gosto dessa parte que me foge ao controle. Que grita, chora e abraça a TV.
E aí o meu time contrata o Ronaldo. E eu sou obrigada a engolir essa. Engolir as piadas sobre travecos e gordos. E eu xinguei, ah! como eu xinguei a grana gasta e a empolgação com esse jogador que para mim, já tinha feito tudo o que podia.
Estréia de Ronaldo, contra o Itumbiara, eu ainda estava certa. Esse gordo não tinha sido bom negócio. Aquela molecada correndo e o bolota na "banheira".
Mas a gente esquece, né? Que o cara é o "Fenômeno". Que ele não é rico a toa. Que ele tem essa coisa brasileira que mais ninguém tem no futebol. Sim, dos jogadores de futebol e das modelos brasileiras, muito me ufano.
E hoje, graças ao gol de empate que o gordinho fez - contra o Palmeiras, ainda por cima - tive um momento louco, overwhelming.
Eu chorava, minha avó chorava, meu primo gritava no quarto. E durante alguns minutos, eu tinha certeza que cada uma das pessoas da minha família estavam felizes, em algum lugar.
Nunca me senti tão parte da família. Nunca me senti tão filha dos meus pais. E me vi ali, naquele "bando de loucos". Achando lindo um alambrado caindo, calculando quantas piadas de gordo seriam criadas em função disso, sentindo orgulho desse espírito maloqueiro dos corinthianos.
Hoje foi um dia feliz. Para mim, para o Ronaldo, para toda a Fiel. Engulo todos os despaupérios que disse sobre o Ronaldo. Sou fã, agradeço.
Porque sim, meu time continua invicto há nove meses. E por algum tempo estive em contato com minha mãe e meu pai como jamais estive na vida.
E quando eu tiver um filho, ele vai saber que só existe por causa desse time.

7 de março de 2009

OSD da minha vida: Pearl Jam (Parte 2)

Sabe aqueles momentos em que vc dá um fora em alguém? Momentos "Vixêêêê".

Ontem vi "O Diário de Bridget Jones", e no momento "Vixêêêê" dela, tocou a mesma música que sempre toca em todo filme, série quando um personagem se valoriza, sai de cabeça erguida de alguma situação: "Respect", da Aretha Franklin.

Nos meus momentos "Vixêêêê", no meu filme toca "Corduroy".

OSD da minha vida: Pearl Jam (Parte 1)

Quando saí de casa, na primeira vez, ouvia non-stop.



"Don't even think about reaching me. I won't be home.

Don't even think about stopping by. Don't think of me at all.



I did a what I had to do. If there was a reason, it was you.



Aaah, don't even think about getting inside. Voices in my head. Ooh, voices.

I got scratches all over my arms. One for each day since I fell apart.



I did, oh, what I had to do. If there was a reason it was you.



Footsteps in the hall... It was you, you.

Oh, pictures on my chest... It was you. It was you...



I did a what I had to do. Oh, and if there was a reason... Oh, there wasn't no reason. no.

And if there's something you'd like to do. Oh, just let me continue to blame you."

3 de março de 2009

Os gatos aqui dentro

A graça de ter seis gatos em casa, é que sempre tem algo acontecendo e eu nunca estou sozinha de verdade.

Tem um para esquentar meu colo no frio. Tenho uma para brincar de esconde-esconde. Tenho um que tenta conversar comigo. E tenho uma que está sempre no pé da cama quando eu acordo.

Meus amigos trouxeram a pequena que sempre me acompanha durante as refeições e o magrelo que sempre me acompanha até a porta.

"Um psicanalista diria que estou apenas projetando essas fantasias em meus gatos. Sim, de maneira bem simples e literal, os gatos servem como telas sensitivas para atitudes bastante precisas quando escalados em papéis apropriados."

William Burroughs, O Gato por Dentro.

É, né? Então tá bom.

Ainda bem

Hoje ouvi da minha terapeuta a seguinte frase:

- Você poderia ser bem zoada...

E foi um puta elogio.

Phoenix

Em épocas como essa, eu me lembro que meu nome é Renata.

Renascida.

Isso é tudo o que eu preciso saber.

Quando você existir...

27 anos até sentir vontade de perguntar: por que?
Porque tão rápido?
Porque naquele dia?
Porque mentiram?
Porque fingem que não aconteceu nada?
E esse tempo todo com medo de perguntar, já sabendo que não há resposta. Uma lição que eu aprendi muito cedo, mas insisto em não acreditar.
Foi na minha casa, amanhã vai ser na sua e mais tarde, em todas.
Ela, eu e você um dia.
Então meu plano é esse: cada um que me conhece vai ter uma história pra te contar.
Eu vou te deixar uns "porques" embrulhados pra presente, nas pessoas, nas palavras, nas músicas.